Boletim Informativo da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas Julho/2001 - Nº 116
   
   MENSAGEM AOS ASSOCIADOS

O desafio é aprender a usar melhor os recursos naturais, seja energia, ou água.

O ponto de partida para as reflexões sobre a utilização dos recursos naturais, estão nos problemas regionais e ambientais que tem sido freqüentemente abordados nas várias mesas de estudo as quais tenho tido conhecimento.
Vejo uma saída bastante esperançosa, na utilização das novas tecnologias disponíveis na Internet que estão a serviço do Meio Ambiente, seja na conscientização em massa sobre o tema, ou na criação de aplicativos que auxiliam nos diagnósticos ecológicos e que são importantes para o controle da utilização dos recursos naturais.
Hoje sofremos a falta do que não foi racionalmente utilizado e estudado no passado, não me faltariam exemplos para falar sobre o tema. Mas, falaremos então sobre a questão da energia e sua relação com a água.
Numa fase como esta, embora não sejamos os vilões da história, é necessário pensar em racionamento, economia de energia e evidentemente, também de água. Precisamos repensar as alternativas energéticas disponíveis e, nesse contexto, é de fundamental importância a realização de estímulos científicos para que novas soluções sejam criadas com intuito de minimizar os problemas e o grande caminho está no desenvolvimento de políticas administrativas, voltadas para o "desenvolvimento sustentável".
Ao receber com assiduidade os informativos, enviados pela equipe do perfuradores.com, um portal que trabalha na divulgação de notícias em nosso meio, tenho percebido que conceitos como responsabilidade, conservação e novas alternativas para utilização dos recursos naturais tem sido uma constante em artigos e publicações. Após fazer a leitura de uma matéria sobre o aproveitamento do biogás reportei-me para a idéia de que com certeza, estimular o aproveitamento do biogás na matriz energética, por exemplo, é uma forma de estarmos resolvendo dois grandes problemas: o da energia e do lixo. E, certamente a crise energética está atrelada ao descaso na utilização racional da água. Há que se destacar que a abordagem de temas como estes façam parte dos assuntos discutidos por nossa sociedade como um todo. Aqui em São Paulo, por exemplo, isso tem sido realidade não só nas residências, mas, nas indústrias, no comércio, na vida de uma maneira geral e as pessoas vem tentando se arranjar como podem para dar conta das metas do racionamento previstas pelo governo federal.
O povo diariamente tem o assunto em pauta, e o discurso é sempre o mesmo seja na televisão, nos telejornais, que já tem este espaço de matéria garantido, seja no lar, onde os pais, a toda hora, cobram de seus filhos: um banho rápido, a utilização controlada do vídeo game e da televisão, entre várias outras medidas para evitar o racionamento de energia ou de água.
Muitas vezes, ao refletir sobre o assunto, coloco-me diante da questão: Será que nosso desafio é esta em aprender a usar melhor os recursos naturais ou em estarmos sendo críticos suficientemente para sabermos fazer uma boa opção nas eleições que se aproximam?
Seja crítico você também e pense nisso antes de fazer qualquer opção, pense no social, pense em nossos filhos, pense em nossos netos, que não tem culpa da crise que se aflorou em nosso país e da má administração de recursos naturais, num país que já teve este tipo de riqueza de sobra e hoje, corre o sério risco de morrer de sede na escuridão.

Joel Felipe Soares
Tesoureiro da ABAS

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