Convênio prevê financiamento para perfuração de poços

Representantes do Banco do Brasil reuniram perfuradores do Estado de São Paulo para uma aula prática sobre a parceria com a ABAS visando financiamento de produtos e serviços

É de conhecimento da comunidade de águas subterrâneas, que a ABAS firmou uma parceria com o Banco do Brasil que visa um convênio de financiamento com taxas abaixo do mercado. O financiamento destina-se para compra de equipamentos e insumos, ao pagamento de serviços a serem utilizados como instrumento de trabalho ou como fator de produção, adquiridos de empresas que terão, obrigatoriamente, que firmar convênio com o banco. O Convênio permite também o cadastramento de empresas que se interessem em fornecer seus produtos serviços através de financiamento. No dia 4 de setembro, o Banco do Brasil ofereceu um café da manhã para explicação e curiosidades sobre o convênio. O evento aconteceu na região central de São Paulo e contou com a participação de vários profissionais e associados da entidade. “Esse convênio com a ABAS abre uma possibilidade de ampliação de mercando onde não tem. Existe um mercado que trabalha com os fornecedores mais diversos de poços artesianos, de equipamentos e também na situação de comprador, com outros benefícios que estão inerentes. Esse grupo de profissionais tem a possibilidade de expandir o mercado com uma linha de crédito que é fantástica para os padrões nacionais atuais. Essa é uma ferramenta, o Banco do Brasil vai fornecer mercado e esse grupo vai poder trabalhar e ampliar suas atividades nesse mercado com a ajuda da ABAS”, explica Luís Carlos Stuqui, da Superintendência Estadual do banco do Brasil.

O convênio é uma experiência da área rural, onde era uma necessidade até pelo ciclo produtivo do segmento. Como a experiência foi boa, a corporação resolveu trazer o projeto para a cidade. “Hoje você financia desde ônibus, máquinas e equipamentos com essa mesma linha. E melhor, não é uma linha de crédito de balcão, ou seja, é uma linha sob medida para funcionar como se fosse uma linha de crédito de balcão”, complementa Stuqui.

A parceria prevê que o Banco do Brasil disponibilize para a ABAS e seus fornecedores, uma relação de todos os fornecedores já conveniados. A medida significa um trabalho pró-ativo entre essas empresas de uma maneira que se possa melhorar o volume de negócios através desse convênio. “Para o Banco do Brasil é muito importante estar nesse processo ajudando os cooperados da ABAS a realizarem mais negócios através das informações que vão ser disponibilizadas pela instituição. Estamos bastante otimistas porque esse convênio já tem basicamente o dobro do que a gente tem no PROJER, e tudo num curto espaço de tempo”, diz satisfeita Maria Aparecida Cordeiro Katsurayama, superintendente regional do banco.

Pequenas empresas – O Banco do brasil tem um foco muito grande no ramo corporativista, principalmente no segmento internacional e nos agro-negócios, mas de dois anos pra cá o foco na pequena e micro-empresa ficou bem mais definido com a criação das agências específicas para cuidar do segmento. “O leque de abrangência do Banco do Brasil está bem mais definido estruturalmente falando dentro do segmento de pequeno e micro empresa e desse ramo que passa despercebido pela sociedade – água subterrânea um recurso tão vital. É uma oportunidade ímpar para um banco de peso e clássico no atendimento à pessoa jurídica estar trabalhando com o segmento de águas subterrâneas”, avaliou Marcio Carvalho Pessoa, da superintendência estadual.

Com o Convênio de Cooperação Técnica e Financeira a ser assinada entre a empresa e o Banco do Brasil, os perfuradores poderão, a partir de agora, financiar a construção do poço. O fornecedor do produto ou serviço que tiver interesse em ser beneficiado com financiamento deverá fazer seu cadastro junto a ABAS e ao Banco do Brasil. O limite de financiamento é de R$ 48.000,00 para associados. O limite financiável é de até 90% do valor do orçamento (para investimentos fixos); Capital de giro associado: até 30% (calculado sobre o valor do orçamento para o investimento fixo). Para insumos, matérias-primas e demais bens de serviços necessários ao ciclo produtivo do empreendimento o limite é de até R$ 4.000,00 por associado, observado o limite de 90% do valor investimento.

“O convênio é interessante, mas eu particularmente tinha uma expectativa mais otimista, se a linha de crédito fosse maior seria mais interessante para nossos clientes. Mas uma fatia da clientela vai acabar se enquadrando no limite de financiamento”, avaliou Moysés Macen, da Sampla do Brasil. Para Vitório Popurin, da Nutri Suprimentos pegar dinheiro de banco é um negócio complicado, mas acredita na iniciativa. “É uma proposta muito boa, sem contar o fato de você estar com a ABAS e facilitar bastante o processo. Individualmente é muito difícil conseguir um empréstimo desse tipo”. Já Gelson Dias, da Conagua Poços Artesianos acredita em resultados a longo prazo. “Minha expectativa é que isso trará resultados a longo prazo porque nós precisamos desenvolver os nossos compradores. Espero bons resultados mas a longo prazo e vamos trabalhar para isso”, disse.

O prazo é de 60 meses e a taxa de juros é a TJLP, acrescida 4,074 % ao ano com carência de até 12 meses. O financiamento obedece a algumas regras estipuladas pelo Banco do Brasil que variam de acordo com o objeto de financiamento, matéria prima, investimento fixo, capital de giro associado. “A taxa de juros é a TJLP mais 4% ao ano. Hoje a TJLP está em 12% e temos previsão que ela vá abaixar. Isso varia em torno de 1,2% ao mês para quem está comprando, o que representa uma taxa muito boa”, finalizou Stuqui.

O convênio é válido somente para sócios da ABAS quites com suas anuidades.

Perfuradores e associados atentos às explicações

 
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