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Número de áreas contaminadas aumenta 540% em nove anos

A quantidade de terrenos contaminados no Grande ABC cresceu 540% em nove anos, segundo relatório divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Em 2002, eram 45 as áreas com problemas na região. Em dezembro de 2010, o número saltou para 288.

Para o gerente do departamento de áreas contaminadas da Cetesb, Elton Gloeden, o crescimento não pode ser encarado de forma negativa. "Não quer dizer que se está contaminando mais, mas sim que há mais fiscalização."

Gloeden destacou mudanças na legislação que garantem que terrenos sejam investigados e remediados antes de ser utilizados para outros fins. "Além disso, temos a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que obriga os postos de combustíveis a fazer a investigação do solo para obter o licenciamento", destacou. Os postos respondem por 70% dos terrenos contaminados.

Do total de áreas, 52 estão sob investigação e 55 passam por processo de monitoramento para reabilitação. Em nove anos foram recuperadas 18 áreas, ao ritmo de menos de duas por ano até 2009. De 2009 para 2010, porém, houve um salto e quatro terrenos foram remediados.

Para o especialista do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Nestor Kenj Yoshikama, a tendência é que o número aumente. "O mercado imobiliário tem interesse em adquirir essas áreas, pois há escassez de terrenos. Portanto, a remediação é acelerada", destacou.

O Grande ABC tem terrenos poluídos que ganharam fama e atenção não só porque representam perigo e passaram a ser divulgadas e conhecidas pelos moradores, mas também porque ainda estão sem solução. Entre estes está o residencial Barão de Mauá, em Mauá, o Jardim das Oliveiras, em São Bernardo, e as Indústrias Matarazzo, em São Caetano.

Fonte: Camila Galvez - Diário do Grande ABC



Notícia publicada em 16/06/2011.








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