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Mesas redondas

Conheça os temas das mesas redondas do XX CABAS

1. FUTUROS PROFISSIONAIS DA HIDROGEOLOGIA E MEIO AMBIENTE (RH)

A sociedade que não pensa na educação de seus técnicos estará fadada ao fracasso. Quando o tema é água, essa premissa se torna mais real e crítica, pois envolve o seu bem estar, o sucesso econômico e as seguranças alimentar e energéticas. Os profissionais da hidrogeologia atuam em várias áreas, desde a perfuração de poços, avaliação de disponibilidade hídrica, estudos ambientais, remediação de aquíferos e pesquisa acadêmica. Discutir como formar novos e melhores profissionais, que atendam bem o mercado e a sociedade, é o tema desta mesa redonda, que trará profissionais e estudantes do país e do exterior.

2. POR QUE AINDA SE TENTA RESTRINGIR O USO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO BRASIL? (JP)

Existe algum argumento técnico para se proibir a perfuração de poços e uso de águas subterrâneas desde que as captações sejam bem construídas e a explotação sustentável no País? Quais legislações interferem atualmente sobre a Outorga e Uso de Poços no Brasil.

3. MERCADO DE ÁGUAS E A PRIVATIZAÇÃO DO GUARANI E OUTROS AQUÍFEROS BRASILEIROS

Embora as chances de se privatizar um aquífero sejam remotas no Brasil, trazer os mecanismos do mercado para controlar a sua explotação, como a compra e venda de outorgas de água pelo usuário privado, é uma possibilidade real (proposta do Senado brasileiro), embora muito polêmica. Assim, essa mesa discutirá quais serão os impactos que a introdução desses mecanismos de mercado trarão para o setor de recursos hídricos, para a sociedade e para a própria economia do país. O debate se enriquecerá pela apresentação das experiências de outros países e discutirá como esses mecanismos se inserem em uma visão mais ampla de Estado.

4. ÁGUA SUBTERRÂNEA E A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO (RH)

Nos anos 1980, mais de 3 milhões de brasileiros morreram na região semiárida nordestina por sede, doenças e problemas associados às longas estiagens. Recentemente, essa região teve uma das mais prolongadas secas, mas os impactos foram nitidamente menores. A mudança de postura com soluções de combate, deram lugar às estratégias de convivência com a seca. Dentro das medidas, estão o uso extensivo das águas subterrâneas, através da perfuração de milhares de poços; a instalação de dessalinizadores de águas subterrâneas; o uso de cisternas e barragens subterrâneas, entre outras. Que estratégia devemos construir para aumentar a segurança hídrica e alimentar dessa região e fazer com que a água subterrânea possa ainda mais contribuir para o seu progresso?

5. FRONTEIRAS DO CONHECIMENTO EM HIDROGEOLOGIA: APLICAÇÃO DE ISÓTOPOS AMBIENTAIS (DG)

A compreensão da movimentação da água ao longo do ciclo hidrológico, especialmente das águas subterrâneas, necessita da aplicação de novas técnicas que permitam a determinação de tempos de residência, origem das águas subterrâneas e a conexão entre águas subterrâneas e superficiais. Traçadores isotópicos vem sendo cada vez mais utilizados em estudos hidrológicos para responder essas questões

6.MINERAÇÃO E ÁGUA SUBTERRÂNEA: TORNANDO PROBLEMAS COM AS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS EM SOLUÇÕES

A água subterrânea na mineração chega a ser um problema pois pode dificultar o acesso ao minério, acarretar problemas com a estabilidade dos taludes nas minas à céu aberto ou nas estruturas das minas subterrâneas, exigindo a drenagem para melhorar as condições operacionais. O desaguamento quer seja em grandes ou pequenas quantidades de água, pode inclusive ser indutor de mudanças geoquímicas e, em alguns casos, mobilizar contaminantes. De outro lado, o que é excesso, pode ser solução. A água retirada em minas pode ser usada para abastecimento ou para reduzir o estresse de ambientes dependentes de água, como rios e lagos. A hidrogeologia entra em ambas as abordagens e é capaz de transformar problemas em soluções.

7. AQUÍFEROS FRATURADOS: ONDE ESTÁ A ÁGUA E PARA ONDE VAI O CONTAMINANTE? (RH)

Entender o fluxo de água e contaminantes em aquíferos fraturados é um dos maiores desafios da hidrogeologia moderna. Sua grande complexidade, devido à intensa heterogeneidade e anisotropia da permeabilidade, dificulta prever como as águas e contaminantes nesses aquíferos se comportam. Esta mesa redonda reunirá o que há de mais modernos no país sobre esse assunto, mostrando como novos equipamentos e técnicas, que envolvem a geologia estrutural moderna e o sensoriamento remoto, permitem avançar na previsão da produção de poços e no entendimento da dispersão de contaminantes nesses meios fraturados.

8. A SITUAÇÃO DA OUTORGA DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO BRASIL (JP)

Avançamos com a Legislação em 30 anos? Os atuais mecanismos das Outorgas de uso de Águas Subterrâneas ajudam na Regularização dos Poços, ou contribuem para a sua ilegalidade? Quais lições podemos tirar dessa nossa história e, sobretudo, como criar ações conjuntas que busquem a regularização do uso da água subterrânea em benefício do usuário, perfuradores, estado e da natureza? Como aprimorar essa legislação e fazer outras legislações não intefiram no bom manejo dos recursos hídricos subterrâneos?

9. CONTAMINAÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRANEAS: DAS SOLUÇÕES TÉCNICAS ÀS SOCIOECONÔMICAS (RH)

Uma das maiores preocupações da sociedade moderna é a contaminação de seus recursos naturais. A degradação das águas pode causar a perda do bem natural, aumentar os custos para a sua utilização e reduzir as oportunidades da sociedade. Essa mesa redonda apresentará a situação das contaminações que há hoje no Brasil e no mundo e como, a partir das experiências internacionais, poderemos avançar em novas respostas, incluindo as recentes ideias de “soluções baseadas na natureza” (green solutions) e os mecanismos socioeconômicos, como compensações ambientais e incentivos financeiros.

10. ESTRATÉGIA PARA O AVANÇO DO CONHECIMENTO HIDROGEOLÓGICO (RH)

Quanto sabemos sobre as águas subterrâneas no Brasil? Qual é a real potencialidade dos recursos hídricos disponível nos aquíferos do país? Onde estão os vazios de conhecimento que devemos solucionar? Quais são as prioridades? Estamos preparados para os desafios que os problemas associados às mudanças climáticas globais nos colocam? Essas são algumas das questões que serão debatidas nessa mesa redonda, que promete dar elementos para construir mapa estratégico que nos conduza ao uso mais sustentável das águas subterrâneas, dentro de uma gestão integrada dos recuso hídricos.

11. AS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ESTÃO BEM REPRESENTADAS NOS PLANOS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS? ( DG)

Os planos de recursos hídricos e os planos de bacias são instrumentos de planejamento e que servem de orientação na tomada de decisões para a conservação, recuperação, proteção e utilização de recursos hídricos. Apesar do histórico existente em relação à elaboração desses planos, as águas subterrâneas vêm sendo normalmente relegadas a posição de reserva estratégica, apesar de contribuírem de maneira importante para o suprimento de diversas demandas, e sua importância reconhecida nos planos de bacia.

Encontro Nacional de Perfuradores

OS EFEITOS DA CONSOLIDAÇÃO 05.2017/MS (Port. 2.914) SOBRE O USO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS EM MEIO URBANO

A importante crise hídrica no Estado de São Paulo em 2014-2016, e que hoje se estende pelo País, trouxe a tona questões importantes sobre a segurança hídrica e abastecimento de água, onde 48% da população do Brasil é abastecida exclusivamente por água subterrânea. Uma destas questões está relacionada com a Consolidação n°05/2017 (Anexo XX), do Ministério da Saúde, que trata de padrão de Potabilidade de Água e que pode transferir para a Autoridade de Saúde Pública Municipal a função de Gestão Recursos Hídricos Subterrâneos, com a capacidade de autorizar ou não a perfuração de poços e uso da água subterrânea em meio urbano. Esta mesa redonda visa discutir esta questão e propor adequações à Legislação, mantendo a vigilância na qualidade da água, mas também a manutenção do direito de uso, considerando ainda que, segundo a Constituição Federal, em seu Artigo 26, a água subterrânea é de dominialidade do Estado, e assim cabe a este sua Gestão.

XX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas | 6 a 8 de novembro de 2018